O QUE É GLÚTEN E LACTOSE.

Barriga estufada,desconforto abdominal e mal-estar sem explicação. A culpa pode ser do glúten ou do leite ou até de ambos.


A vida sem o pão.

O glúten é uma proteína presente no trigo, no centeio, na cevada e na aveia. É ele que promove a elasticidade da massa e deixa os pães, bolos e massas fofinhos. O Glúten e encontrado em alimentos diferentes como cerveja, pães, macarrão, pizza,a biscoitos, bolachas, cereais maltados, e outros alimentos contaminados na linha de produção como, requeijão, sorvete e outros, pela chamada "contaminação cruzada". Com base nisso, suprimi-lo da dieta, e, por tabela, excluir itens calóricos, como a macarronada do domingo e o pão francês do café da manhã conseguimos emagrecer naturalmente. Mas não podemos esquecer que a simples troca pelo  pão sem glúten, à base de farinha de arroz, fécula de batata ou polvilho (fécula de mandioca), praticamente empata em calorias com com o tradicional.
Apesar de o Brasil ter poucas pesquisas sobre os efeitos do glúten, sabe-se que boa parte da população tem algum problema com ele, seja alergia, intolerância ou doença celíaca. O Glúten é uma proteína que não pode ser absorvida pelo organismo, causando distensão abdominal e desconforto intestinal. Também é responsável por desacelerar o metabolismo, já que o organismo humano tem dificuldade para digeri-la. Deixando de consumir o glúten através de pães, massas e cervejas, a tendência é desinchar o abdomen,  e reduzir as medidas, podendo emagrecer até 1 quilo por mês,  e o organismo se acostumará à nova situação em 3 meses.
A obesidade é um processo inflamatório do organismo com múltiplas causas. O consumo de glúten uma proteína difícil de ser digerida pode ser uma das causas. O glúten, desencadeia uma inflamação nas paredes do intestino e, com isso, compromete a absorção de micronutrientes importantes, dai ocorre o excesso de peso, que pode ser associado, por exemplo, à carência de ômega 3, vitaminas e minerais, e não ao excesso deles como muitos pensam. A retirada do glúten do cardápio equilibra o organismo, especialmente de pessoas sensíveis a ele, mesmo não sendo celíacos, diminui os processos inflamatórios, melhora a absorção dos micronutrientes, e abre caminho para a perda de peso. É raro, mas tem gente que engorda quando corta o glúten, portanto, se a pessoa não tiver intolerância, e suprimir o glúten apenas para perder peso, pode até sentir mais fome e comer em excesso, Nesse caso, o jeito é cortar também calorias da dieta, e dar preferência à cereais integrais combinado com fontes de proteínas como peixe, frango, ovo, e  gordura boa (não utilizar óleos vegetais - são anti-nutrientes) como azeite extravirgem, castanhas, sementes de chia e linhaça, óleo de coco, manteiga e banha de porco (para cozinhar) em proporções adequadas. Portanto em dietas para perda de peso, é muito importante lembrar que os alimentos sem glúten são tão calóricos como os outros.
Vantagens da dieta sem glúten.
Para a maioria das pessoas a dieta restritiva de glúten é boa, com perda de peso e diminuição de medidas, o que mostra que a pessoa é portadora de algum grau de intolerância ao glúten.
Pessoas com sensibilidade leve podem, ainda, experimentar a sensação de bem-estar e disposição. A memória e o raciocínio também podem ser beneficiados, já que a dificuldade para
processar o glúten consome muito oxigênio, o que é uma fonte de stress para o organismo. São comuns os relatos de melhora na atuação do cérebro. Como os carboidratos dos pães e das massas são fontes imprescindíveis de energia e, caso tenham que ser suspensos, devem ser substituídos por alimentos variados, com um bom valor nutricional e com as calorias próximas às do trigo, como tapioca, farinha de arroz, araruta, fécula de batata, polvilhos doce e azedo e mandioca. Não recomendamos produtos derivados do milho devido ao alto teor de frutose, que acarreta também danos ao organismo que oportunamente serão comentados. 
Diferença entre alergia e intolerância.
Alergia ocorre quando a reação adversa a um alimento desencadeia um mecanismo imunológico. As reações podem ser leves, como uma coceira na pele, ou graves, como o choque anafilático. Alergias podem ser desencadeadas por vários alimentos, porém os mais comuns são: leite de vaca, ovo, trigo, peixe e crustáceo. Para reverter um quadro alérgico, é essencial suspender o consumo do alimento desencadeante além de também necessitar de medicamentos específicos. A intolerância é menos grave, provoca mal-estar, desconforto, gases e distensão abdominal e pode ser tratada apenas com ajustes na alimentação.
Mais grave é a doença celíaca, uma doença autoimune, desencadeada pelo glúten, que altera profundamente a textura da parede intestinal, prejudicando a absorção dos nutrientes. A mucosa do intestino, que deveria ser enrugadinha, fica praticamente lisa ou atrofiada no grau quatro da doença, o mais avançado. E, com isso, a absorção dos macro e micronutrientes fica prejudicada. O doente não consegue ganhar peso e tem sintomas como diarreias fortes, inchaço abdominal e gases.

A vida sem o leite 
Mesmo quem ama esse alimento e acha difícil viver sem ele deve prestar atenção nos sinais do organismo. Segundo a Associação Americana de Gastroenterologia e Nutrição, 85% da população adulta tem algum grau de intolerante à lactose, o açúcar do leite. O ser humano não é feito para consumir leite após os primeiros anos de vida. A produção de lactase, enzima responsável pela digestão desse açúcar, cessa em torno dos 7 a 8 anos de vida, e sem ela, a lactose, mal digerida, provoca distensão abdominal, retenção de líquido e sensação de estufamento - que diminui muito quando se tira o leite do dia a dia.
No caso do leite não resolve trocar o integral pelo desnatado, pois o que se retira dele é a gordura, e não o açúcar. Se for impossível renunciar a esse alimento, então o melhor é buscar um tipo de leite sem lactose, como os leites vegetais feitos à partir de castanhas. Os derivados Queijo e iogurte contêm muito menos lactose, e a maioria das pessoas com intolerância  a lactose até consegue consumi-los, se bem que com muita moderação.